1916 Época Contemporânea Vitória
Verdun-sur-Meuse, fortes Douaumont, Vaux, Mort-Homme, Hill 304, Fleury-devant-Douaumont, Meuse, França · Primeira Guerra Mundial – Frente Ocidental
A batalha de Verdun, uma das mais longas, intensas e simbólicas da Primeira Guerra Mundial, começou em 21 de fevereiro de 1916, na madrugada, com um bombardeio de artilharia alemã sem precedentes: mais de um milhão de projéteis caíram sobre posições francesas no setor nordeste de Verdun, abrindo uma brecha de 21 km. O objectivo alemão era duplo: “sangrar a França” através do atrito e provocar uma ruptura estratégica na Frente Ocidental. O choque foi terrível: Bois des Caures foi heroicamente defendido pelo coronel Driant e seus caçadores, logo subjugados. Em poucos dias, os alemães tomaram o Forte Douaumont, cuja perda traumatizou a opinião pública. Pétain, nomeado às pressas, instituiu a defesa em profundidade e a rotação contínua de tropas ('a noria'), evitando o colapso. Durante meses, Verdun tornou-se um inferno: cada aldeia (Beaumont, Fleury, Vaux, Thiaumont), cada cume (Mort-Homme, colina 304) tornou-se palco de assaltos, ataques de artilharia e combates com granadas. Fort Vaux caiu em junho após a resistência heróica do major Raynal e sua guarnição, enquanto o verão marcou o auge da luta pelas colinas e ravinas. A chegada de Nivelle no outono e a mobilização massiva de artilharia e tropas permitiram retomar Douaumont, Vaux e quase todos os terrenos perdidos. Verdun foi salvo, mas a um custo humano e psicológico desumano. A cidade, as aldeias e a floresta de Verdun foram aniquiladas; o setor transformado em 'terra morta', lunar e estéril. O nome Verdun tornou-se um mito, sinônimo de resistência, sacrifício e união nacional.