Cerco e Captura de Sikasso
Conquista do Sudão Francês · Sikasso, Reino de Kénédougou (atual Mali)
Resumo
O cerco de Sikasso, que durou mais de duas semanas, marcou a resistência final do Reino de Kénédougou à colonização francesa. A coluna de Archinard cercou a cidade e submeteu as fortificações a intenso bombardeio de artilharia. Após vários ataques mortais, a guarnição e os habitantes foram esmagados. Babemba Traoré, recusando a rendição, suicidou-se. A cidade foi saqueada e milhares de habitantes foram deportados.
Contexto histórico
Sikasso, conhecida pelas suas muralhas ('tata'), tornou-se o principal refúgio dos resistentes africanos repelidos pela conquista francesa. O cerco de 1898 seguiu-se a tentativas malsucedidas e simbolizou o fim das principais independências africanas na África Ocidental. Aliados de Kénédougou (incluindo ex-partidários de Samory) participaram da defesa.
Táticas
Archinard optou pelo cerco e bombardeio sistemático das fortificações. A infantaria avançou sob cobertura de artilharia, lançando vários ataques diversivos antes do ataque principal. Os defensores ofereceram resistência obstinada, usando surtidas noturnas e emboscadas dentro da cidade. O ataque final em 1º de maio quebrou a resistência.
Consequências
A queda de Sikasso selou a conquista do Sudão francês e a anexação de Kénédougou ao império colonial. Babemba tornou-se uma figura da resistência anticolonial. A captura da cidade foi marcada por atrocidades massivas. Depois de Sikasso, a França não teve adversário organizado na África Ocidental até às revoltas esporádicas do século XX.