Batalha de Hanói
Primeira Guerra da Indochina · Hanói, Tonkin, Indochina Francesa (atual Vietnã)
Resumo
A Batalha de Hanói marcou a entrada em uma guerra total entre a França e o Việt Minh. Na noite de 19 de dezembro de 1946, o Việt Minh lançou uma ofensiva geral contra todos os pontos controlados pelos franceses em Hanói. Os combates de rua foram de rara intensidade, durando várias semanas. As forças francesas, embora cercadas, conseguiram manter o centro e recuperar o controlo da cidade, infligindo pesadas perdas aos atacantes. Este confronto sangrento transformou definitivamente a crise da Indochina num conflito aberto.
Contexto histórico
Após o episódio de Hải Phòng, a tensão permaneceu no auge em Tonkin. O Việt Minh preparou uma insurreição geral em Hanói e no norte do Vietnã. As autoridades francesas, conscientes da iminência de uma revolta, reforçaram as guarnições mas subestimaram a escala do ataque. Em 19 de dezembro, todas as posições francesas foram atacadas simultaneamente. A população civil foi apanhada na batalha, agravando o caos e a violência dos combates.
Táticas
O Việt Minh lançou ataques simultâneos a quartéis, pontes, distritos europeus e depósitos de munições. Os franceses, entrincheirados no centro da cidade e no setor do Rio Vermelho, confiaram na artilharia e na aviação para conter os ataques. A Legião Estrangeira e os tirailleurs do Norte de África conduziram contra-ataques de casa em casa, enquanto a Marinha evacuava os feridos e reabastecia bolsões isolados. A superioridade em equipamentos e coordenação tática permitiu gradativamente a recaptura da cidade.
Consequências
A captura de Hanói pelos franceses pôs fim à última ilusão de uma possível coexistência. O Việt Minh passou à clandestinidade e optou por uma guerra de guerrilha generalizada em Tonkin e Annam. Para a França, esta vitória táctica apenas precipitou um conflito longo e dispendioso. A nível internacional, a batalha reforçou a simpatia pelo movimento de independência vietnamita e manchou a imagem da França colonial.