Operação Étincelle
Guerra da Argélia · Aurès, wilayas de Batna e Khenchela, Argélia
Resumo
A Operação Étincelle, conduzida no difícil maciço de Aurès, teve como objetivo destruir os últimos grandes maquis da FLN nesta região, símbolo da resistência argelina. O exército francês mobilizou recursos substanciais de reconhecimento, artilharia e transporte aéreo para cercar e perseguir os grupos insurgentes. Os combates foram duros nos vales e nas alturas, com numerosos confrontos e destruição de esconderijos de armas.
Contexto histórico
Após os relativos sucessos da Operação Jumelles e do Plano Challe em 1959, o alto comando quis desferir um golpe decisivo na guerrilha de Aurès, o coração histórico da insurreição. A operação fazia parte de uma estratégia para sufocar as wilayas rurais antes da mudança política do conflito.
Táticas
Bloqueio e controle rígido do maciço, inserções helitransportadas massivas, emboscadas e varreduras coordenadas, uso intensivo da aviação para apoiar os ataques. A ALN tentou dispersar-se, infiltrar-se na população local e reconstituir as suas forças mais a sul.
Consequências
Étincelle permitiu a destruição de numerosos maquis e a captura de quadros da FLN. No entanto, o movimento nacionalista manteve parte da sua capacidade de ruptura: a guerrilha fragmentou-se mas não foi erradicada. Esta operação ilustra o esgotamento da estratégia militar francesa e a mudança gradual para uma solução política, que culminaria nas negociações de Évian, dois anos depois.