Luta e massacre em Oran
Fim da Guerra da Argélia · Orã, Argélia
Resumo
Em 5 de Julho de 1962, quando a Argélia proclamava a sua independência, uma explosão de violência abalou Oran. Os comandos da FLN invadiram distritos europeus, civis foram massacrados em ataques indiscriminados, enquanto grupos da OEA tentavam resistir. O exército francês, ainda presente mas sob ordens de não intervenção, só interveio tardiamente. O acontecimento marcou tragicamente o fim da presença francesa na Argélia.
Contexto histórico
Após o cessar-fogo de Évian, a OEA realizou repetidos ataques nas principais cidades. A independência oficial, em 5 de Julho, levou a um acerto de contas e ao pânico geral em Oran, onde a coexistência já era explosiva. A passividade ordenada do exército francês continua a ser objeto de controvérsia.
Táticas
Ataques de grupos da FLN a distritos europeus, emboscadas da OEA, execuções sumárias nas ruas, rusgas e linchamentos. O exército francês permaneceu confinado em quartéis, intervindo apenas no final da tarde para evacuar os sobreviventes.
Consequências
O massacre de Oran pôs fim brutalmente à Guerra da Argélia e acelerou o êxodo de europeus e judeus da Argélia. Deixou uma memória dolorosa e uma controvérsia persistente sobre a inacção francesa. Simboliza a brutalidade do fim dos conflitos coloniais.