Captura de Narbona
Reconquista franca da Septimania · Narbonne, Septimania (França moderna)
Resumo
Na primavera de 759, Pepino, o Curto, pôs fim a quarenta anos de ocupação muçulmana na Gália ao tomar Narbonne, o último reduto omíada na Septimania. Graças à mobilização dos nobres visigodos locais, ele conseguiu isolar a guarnição muçulmana e depois tomou a cidade de assalto. Esta operação marca a conclusão da reconquista franca no sul da Gália.
Contexto histórico
Desde o fim do cerco de Carlos Martel em 737, Narbonne permaneceu um enclave muçulmano resistindo à expansão franca. Em 759, a situação mudou: a população local, maioritariamente visigótica, revoltou-se contra a guarnição muçulmana, facilitando a intervenção das tropas de Pepino, o Breve. Através de uma aliança política hábil e de uma ação militar rápida, Pepino completou a reconquista do Sul.
Táticas
Pepino combina manobras clássicas de cerco e negociações políticas com as elites locais. O bloqueio isolou a guarnição muçulmana que, enfraquecida e sem apoio externo, acabou sucumbindo ao assalto franco. A coordenação entre as forças francas e os visigodos locais tornou impossível qualquer resistência organizada.
Consequências
A queda de Narbonne pôs fim definitivamente à presença muçulmana na Gália. A Septimania foi incorporada ao reino franco e tornou-se um trampolim para futuras expedições carolíngias à Espanha. Esta vitória consolida a autoridade de Pepino, o Breve, sobre o sul do reino e prepara o reinado de Carlos Magno.