Cerco e Captura de Kong
Conquista do Sudão Francês (África Ocidental) · Kong, atual Costa do Marfim
Resumo
A captura de Kong em dezembro de 1897 pôs fim à supremacia do grande reino comercial do norte da Costa do Marfim, há muito aliado de Samory Touré. Após um cerco curto mas intenso marcado por fogo de artilharia e sucessivos assaltos às muralhas, a cidade caiu nas mãos da coluna de Binger. Foi um passo fundamental no avanço francês em direção ao Níger e na submissão dos últimos bastiões africanos.
Contexto histórico
Kong, uma caravana influente e centro religioso, serviu de fortaleza e refúgio para os partidários de Samory. Após a derrota de Samory contra os franceses mais a leste, Binger organizou uma missão para garantir o controle da região. A captura de Kong teve como objetivo cortar as rotas de abastecimento e eliminar toda a resistência organizada no norte da Costa do Marfim.
Táticas
Binger avançou com suas tropas em duas colunas para cercar a cidade. A artilharia golpeava as paredes enquanto os tirailleurs avançavam protegidos. Vários ataques de baioneta superaram as defesas. Os defensores, desmoralizados e oprimidos, capitularam após dois dias de combates.
Consequências
A captura de Kong precipitou a queda dos últimos centros de resistência na região. As rotas comerciais do Níger à costa atlântica eram agora controladas pela França. O império colonial consolidou-se na África Ocidental, abrindo caminho para a captura de Sikasso e prisão de Samory Touré no ano seguinte.