Batalha do Sambre
Primeira Guerra Mundial · Sambre, entre Maubeuge e Namur (França e Bélgica)
Resumo
A batalha do Sambre, lançada em 4 de novembro de 1918, foi uma ofensiva em grande escala que visava cruzar a linha do Sambre e quebrar a última linha defensiva alemã antes das planícies belgas. Conduzida conjuntamente pelos exércitos francês, britânico e belga sob a coordenação de Foch, a operação foi planeada como o golpe final para precipitar o colapso alemão. Foi marcada por ataques frontais contra defesas entrincheiradas, travessias de canais e combates intensos em zonas inundadas ou arborizadas.
Contexto histórico
Desde agosto de 1918, os Aliados conduziram uma série de ofensivas vitoriosas em toda a Frente Ocidental. O exército alemão, exausto, recuava, mas ainda oferecia uma resistência desesperada. A região de Sambre, entre Maubeuge, Aulnoye, Mons e Namur, estava fortificada desde 1914. O comando aliado queria atravessá-la antes da conclusão das negociações de armistício, para obter garantias estratégicas sólidas. O ataque mobilizou uma frente muito ampla, incluindo o 10º Exército francês, o 1º Exército Belga e o Quarto Exército Britânico.
Táticas
A ofensiva começou às 5h45, precedida por bombardeios massivos durante a noite. As tropas francesas de Mangin cruzaram o Sambre na floresta Mormal e avançaram em direção a Bavay. O terreno era difícil, inundado por inundações e destruição alemã. Pontes improvisadas foram construídas sob fogo inimigo. A infantaria avançou apoiada por tanques Renault FT e artilharia móvel. No flanco esquerdo, os britânicos avançaram em Ors à custa de pesadas perdas. A coordenação entre os exércitos Aliados melhorou graças à logística bem aperfeiçoada e à esmagadora superioridade aérea.
Consequências
O avanço foi decisivo. Em três dias, as forças aliadas avançaram 30 km. O exército alemão perdeu as suas últimas linhas defensivas no norte da França e retirou-se desordenadamente em direção ao leste da Bélgica. O exército francês retomou Hirson, Maubeuge e La Capelle. Esta vitória militar acelerou as discussões sobre o armistício, levando os generais alemães a reconhecer a sua incapacidade de defender o território. O sucesso francês reforçou o prestígio de Mangin, cujo exército estava entre os mais ofensivos no final do conflito.