Segunda Batalha de Artois
Primeira Guerra Mundial – Frente Ocidental · Artois, Vimy Ridge – Notre-Dame-de-Lorette – Souchez, Pas-de-Calais, França
Resumo
A Segunda Batalha de Artois foi a maior ofensiva francesa da primavera de 1915, lançada para romper a frente alemã e retomar a cordilheira de Vimy. Após três dias de bombardeio de artilharia, o ataque geral começou em 9 de maio: as divisões francesas progrediram rapidamente em torno de Notre-Dame-de-Lorette, Carency e Souchez, capturando várias trincheiras e tomando a aldeia de Neuville-Saint-Vaast. O ataque atingiu seus objetivos iniciais, mas faltaram reservas para explorar o sucesso. Os alemães, surpresos mas resilientes, reorganizaram a defesa e lançaram contra-ataques poderosos. O combate tornou-se uma sucessão de assaltos e contra-ataques, muitas vezes por algumas centenas de metros. As perdas acumularam-se e a ofensiva esgotou-se no final de Junho, sem avanço decisivo.
Contexto histórico
Após os fracassos em Champagne e no primeiro Artois, Joffre apostou numa ofensiva abrangente para afrouxar o controle sobre Ypres, atrair reservas alemãs e relançar a guerra móvel. O setor Vimy e Lorette, pontos culminantes da região mineira, foi considerado a 'chave da frente norte'. A artilharia francesa foi reforçada e novas técnicas (barragem rolante, aviação de observação) foram testadas. Mas a defesa alemã, baseada em linhas profundas e densas redes de metralhadoras, revelou-se assustadoramente eficaz. A ofensiva também enfrentou problemas logísticos, de coordenação e de esgotamento das tropas.
Táticas
A ofensiva começou com bombardeios maciços de artilharia, seguidos por sucessivas ondas de assalto de infantaria. As primeiras linhas alemãs foram sobrecarregadas; o cume Lorette, Souchez e a maioria das alturas foram conquistadas em 9 de maio. Mas a falta de novas reservas e de comunicações eficazes atrasou o progresso. Os alemães contra-atacaram vigorosamente, usando artilharia pesada e tropas de elite da Guarda. Os franceses tentaram ataques noturnos, infiltrações e ataques locais, mas cada avanço foi pago caro. A artilharia desempenhou um papel decisivo, mas mostrou os seus limites contra a profundidade da defesa inimiga.
Consequências
A Segunda Batalha de Artois foi uma carnificina imensa: mais de 100 mil franceses fora de ação por alguns quilômetros de ganho territorial e captura de aldeias destruídas. O objetivo de chegar a Douai e Lens falhou. A incapacidade de explorar os sucessos de 9 de Maio convenceu o estado-maior da importância de uma coordenação reforçada entre armas e de um apoio logístico mais bem organizado. O Vimy Ridge, um importante objetivo estratégico, permaneceria nas mãos dos alemães até 1917. Esta batalha simbolizou o impasse da guerra de desgaste de 1915 e a dureza do combate no norte da França.